terça-feira, 28 de abril de 2009

Ribeira de Pena e o Condestável


Na semana em que o papa canonizou D. Nuno Álvares Pereira, deixo aqui um apontamento sobre a ligação deste herói português a Ribeira de Pena.

Apelidado de "O Basto" por Sá de Miranda, D. Nuno esteve directamente ligado às terras de Basto e de Pena. Casou aos 16 anos com D. Leonor de Alvim, descendente de uma família nobre de Basto e viúva de Vasco Gonçalves Barroso. Tal permitiu que, aquando do casamento com o Condestável, D. Leonor fosse senhora de um vasto património que incluía o actual concelho de Ribeira de Pena. D. Nuno foi então senhor das Terras de Pena e incluiu no dote para o casamento de sua filha, D. Beatriz (que esteve na génese da Casa de Bragança), a Quinta da Temporã na Venda Nova.

Infelizmente, a história de Ribeira de Pena não esta ainda estudada. Certamente nos revelará mais pormenores sobre a sua ligação com o agora São Nuno de Santa Maria.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Aos leitores do Terras de Pena

A criação do Terras de Pena visou proporcionar aos ribeirapenenses um local na web onde se conseguisse desenvolver uma crítica construtiva, ou seja, uma reflexão que, contrariamente à muito comum crítica destrutiva, apresentasse possíveis soluções aos problemas do concelho e propostas para o seu desenvolvimento. Tudo isto motivado pelo simples gosto em ser ribeirapenense e a consciência de que tal contributo poderia revelar-se útil, dado o alcance da Internet (que permite a participação dos ribeirapenenses que estão longe). Além das reflexões, o Terras de Pena fornece ainda aos visitantes informação sobre notícias e acontecimentos no concelho, informações que, apesar da pouca disponibilidade, tento manter actualizadas. Embora funcione como um órgão de informação não deixa, no entanto, de ser um blog pessoal. Numa altura em que percorre o seu segundo ano de existência e possui já quase cem artigos em arquivo, considero que tem cumprido com os seus propósitos iniciais. Não tem recebido muitos comentários, que inicialmente não vi necessidade de moderar, mas tem recebido muitas visitas e grande participação nas sondagens efectuadas.

Nos últimos dias deparei-me, num curto espaço de tempo, com vários comentários num artigo que pretendia apenas dar uma informação de acordo com o que era transmitido pela imprensa, pois não assisti ao acontecimento.
Tenham ou não crédito os comentários em causa, não se enquadram na reflexão construtiva, livre de partidarismo político, que pretendo para o Terras de Pena. É ano de eleições e as guerras políticas acendem-se, mas não quero que se façam neste sítio, corrompendo-o e destruindo os seus propósitos.
Desta forma, e após alguma reflexão, resolvi optar pela moderação dos comentários (que se estenderá aos já publicados) de forma a manter a integridade, quer do Terras de Pena, quer do seu autor, pelo que peço a compreensão dos leitores.

sábado, 18 de abril de 2009


Porque actividades no concelho são, infelizmente, poucas, tento deixar aqui informação aos ribeirapenenses sobre as que tomo conhecimento.
Recebi ontem o convite para a apresentação de um trabalho de investigação sobre a Igreja do Salvador, que se realizará hoje, na própria igreja, pelas 21 horas.

Esta investigação foi trabalho final de curso da autora, Liliana Gomes, licenciada em História da Arte, que embora não sendo ribeirapenense é uma apaixonada pelo nosso concelho, onde vive.

O facto de me encontrar a viver fora de Ribeira de Pena limita-me a participação, mas deixo a sugestão para todos os ribeirapenenses.

Sondagem - gastronomia tradicional

Apresento aqui os resultados da última sondagem realizada no Terras de Pena. À questão "Considera que a gastronomia tradicional deve ser uma aposta do concelho?", 90% dos leitores participantes responderam "Sim", recaindo os restantes 10% sobre o "Não". A opção "Sem Opinião" não obteve nenhum voto.
Em forma de conclusão, posso afirmar que os leitores do Terras de Pena vêem, na sua maioria, a gastronomia tradicional como uma boa aposta para o desenvolvimento de Ribeira de Pena.

Na sequência do último post publicado, intitulado "Sobre as geminações", aproveito para lançar um novo inquérito apelando, desde já, à participação de todos.

domingo, 5 de abril de 2009

Sobre as geminações



Na semana em que se oficializa a geminação entre Ribeira de Pena e Vianden, com a assinatura do protocolo entre os dois municípios, apresento aqui uma reflexão sobre a importância das geminações.

É frequente ouvirmos falar em localidades geminadas, seja através de placas à entrada dessas localidades ou na televisão e nas páginas dos jornais, geralmente com localidades no estrangeiro. O objectivo destas geminações é criar laços de amizade, mas também formas de cooperação que permitam quer o desenvolvimento mútuo quer uma ligação mais estreita. A motivação é, geralmente, as características ou interesses comuns a ambas.

No caso de Ribeira de Pena, estas geminações são úteis para dar maior apoio às comunidades de emigrantes ribeirapenenses, justificando-se, desta forma, com localidades onde estas comunidades são consideráveis, estabelecendo pontes que lhes permitam estar mais perto da sua terra natal quando lá, ou da sua terra de acolhimento quando cá. Podem-se, por isso mesmo, traduzir em formas de homenagem que identifiquem a localidade geminada, como ruas, praças ou monumentos, em estreitamento de relações através da organização de festividades e convívios de participação conjunta, e devem-se traduzir sempre em facilidades administrativas permitindo ao emigrante (neste caso), por exemplo, resolver num local questões relativas ao outro.

Ribeira de Pena encontra-se geminada com Santa Cruz de Cabrália (Brasil), há quase 20 anos, geminação que, infelizmente, tem caído no esquecimento. Dessa geminação ficou ainda muito por fazer, principalmente da nossa parte; hoje, esta localidade, com todo o simbolismo que tem para Portugal, podia ser a ligação de Ribeira de Pena com os emigrantes ribeirapenenses no Brasil.
Sei que, neste momento, se encontra em processo de geminação com Vianden (Luxemburgo) e Saint-Galmier (França). No caso da primeira, cujo processo se encontra mais avançado, é já possível passear, em Vianden, pela Rua de Ribeira de Pena onde se encontra um espigueiro característico do nosso concelho e, em Ribeira de Pena, pela Rua de Vianden (entre a Santa Casa da Misericórdia e o Auditório Municipal) com motivos de decoração pública alusivos a esta localidade. O protocolo assinado este fim de semana certamente terá previstas outras formas de cooperação.

O meu desejo é que os protocolos assinados sejam cumpridos no futuro (e quando falo em futuro, falo também a médio e longo prazo) e deixo ainda o repto para que o Município retome a ligação com Santa Cruz de Cabrália e estabeleça protocolos com outras localidades onde a comunidade ribeirapenense é considerável, ficando assim Ribeira de Pena mais próxima dos seus. Estes processos podem mesmo partir das mãos dos ribeirapenenses aí radicados, afinal, são eles a ponte entre os municípios e a razão destas geminações.

Sobre a geminação com Santa Cruz, remeto para um texto de Francisco Botelho, no link abaixo: http://ribeiradepena.blogspot.com/2006/04/faz-anos-geminao-com-cabrlia.html

Foto: Castelo de Vianden